Resumo do excelente Web2.0Expo e o porque dele ter me impactado tão positivamente

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Resumo do excelente Web2.0Expo e o porque dele ter me impactado tão positivamente

Postado por Web 2.0 Expo – 

Como prometido, minha amarração final do Web2.0Expo. Não consegui cumprir a promessa de gerar o derradeiro post no dia seguinte ao evento – vôo de volta ao Brasil mais longo e cansativo que o imaginado – mas espero que os dias a mais tenham significado mais tempo para “sedimentar” as ideias após a avalanche de informações a que fui felizmente submetido ao longo dos três dias do evento.

Estou acostumado a ouvir muito de social media, seja no trabalho em agência, nas conversas de “choque de realidade” com os clientes, nos eventos, palestras em que tenho a chance de participar. O que fez o Web2.0Expo ser muito diferente de todo o resto foi o foco que trouxe às plataformas. Nunca imaginei que colocar os holofotes sob a tecnologia fosse me causar impacto tão positivo.

Vejo que no dia a dia das empresas a tecnologia ainda está muito associada aos “produtores de site”, a quem dispara os emails marketing, a quem roda o programa de monitoramento da web. Não nas discussões que presenciei no #w2e. Tecnologia, por ali, era tratada como oportunidade fantástica para o trabalho de diálogo, engajamento e brandingonline. Oportunidade e, diriam os mais entusiastas tecnólogos presentes nos debates, um grande diferencial de sucesso no trabalho nas redes sociais.

Tome-se o Facebook como exemplo. A palestra de Michael Lazerow, CEO da Buddy Media(http://www.slideshare.net/AdriannaParrott/facebook-is-the-marketing-channel-by-michael-lazerow-ceo-buddy-media-web-20-expo ) era um manual prático de como se apropriar de uma baita plataforma – o Facebook – não apenas para branding com tribos “locais” mas como elemento de integração e interação total no site das empresas. Exemplos como o da CNN e do site focado em cinema Rotten Tomatoes mostraram que é possível fazer uso do melhor do FB “dentro de casa”, logando e personalizando páginas do site para saber o ponto de vista da comunidade ao qual você está ligado diante do tema de cada site/empresa/marca. Com a abertura da API do Facebook, um novo mundo se abriu para os desenvolvedores de todo o planeta e caberá a cada marca saber tirar o melhor proveito desse novo cenário.

Como maior exemplo de uso maximizado do FB e integração com o site, o site da NHL(National Hockey League), que conta com mensagens personalizadas para quem é fã da liga, “tabs” funcionando como espécie de hotsites para campanhas, ferramentas de compartilhamento integrando site/FB, o famoso botão de “like” para conteúdos que agradam. Resultados em números: acréscimo de 92% no número de notícias lidas no site da NHL, aumento de 86% no de vídeos visualizados e de 85% em tempo de navegação no NHL.com. Tá bom para começo de conversa? Então saiba que o CTO do Facebook, Bret Taylor, aproveitou anunciar no Web2.0Expo que dois milhões de sites já inseriram algum plugin do FB desde abril de 2010. Sempre é tempo para se começar, vai lá!

E se partimos para os games, parecem uma plataforma na qual vale a pena as marcas investirem? Foursquare e Farmvillesão um fenômeno em popularidade e estão aí para mostrar que há grandes oportunidades para as marcas. Gabe Zichermann, autor de Game-Based Marketing, defende que os games devem divertir seus usuários, e não tentar educá-los. “Senão, não funcionam”, garante. A plataforma precisa ser construída, segundo Zichermann, de forma que o usuário seja sempre estimulado a correr atrás de “pontos” e que eles sejam alcançáveis, e o status dos jogadores deve sempre ser trabalhado – sim, o ego existe na comunidade dos games e a mecânica tecnológica deve privilegiar o trabalho de “tocar” os usuários!

Isso pressupõe todo o conceito de comunidade, de fazer os outros saberem que você, no jogo, está à frente de X e atrás apenas de Y…aliás, interessante saber como os perfis de gamers sugerido por Gab: há os “achievers”, extremamente competitivos, os “explorers”, que querem se aventurar ao máximo e conhecer todo o potencial dos jogos, os socializers, grande maioria que quer se divertir/interagir com os seus pares, e os killers(!), que precisam não apenas sentir que estão ali para ganhar – mas também para fazer os outros perderem…qualquer semelhança com relacionamentos offline não é coincidência, são pessoas, afinal, interagindo por meio de sofisticadas plataformas…

Nick Bilton, Lead Technology Writer doNew York Times e professor da NYU (New York University) lançando o livro “I Live In The Future And Here´s How It Works”.Nick foi extremamente criativo ao apresentar sua visão de “plataformas” fazendo uma analogia entre a revolução que estamos vivendo no consumo de conteúdos – e também o NY Times, evidentemente – e a indústria da pornografia. Segundo Bilton, o termo “sexo” é buscado 30 mil vezes por segundo nos mecanismos de busca. Os últimos números da indústria mostram receitas de quase 3 bilhões de dólares por ano. Bilton resolveu, então, explorar os protagonistas de todo esse sucesso. E descobriu que os grandes players, como a Playboy e a Hustler, estão com seus market-share muito reduzidos na última década – ou simplesmente, como foi o caso da vice-líder Penthouse.

Elas não evoluíram seus modelos de negócios e apostaram basicamente nas tradicionais revistas ou, quando muito, nos DVDs especiais. Quem gera as receitas então? Quem soube rever suas plataformas. Nick conversou com empreendedores que estão entregando conteúdos pornográficos (commodities) em plataformas modernas como mobile e em 3D. O principal: com o tipo de experiência que as pessoas desejarem obter. E as pessoas pagam por isso. Quanto? “Pesquisas mostram que aproximadamente 25 dólares por mês nos EUA”, responde Nick. Reveladora a palestra de de Bilton. Incrível: a pornografia, quem diria, nos dá uma lição de moral, ao menos no mundo dos negócios.

E para embalar esse final post do #w2e com toda a modernidade nova-iorquina, deixo vocês em companhia da encantadora Paola Antonelli, curadora de Design do MoMa/ NY, que reforça a importância do design como o grande responsável por transformar toda a tecnologia que tanto discutimos nos últimos dias em “objetos que as pessoas possam usar”. Um toque feminino e fundamental em meio a tantos bites e bytes. Vale ver o vídeo:

http://digiphile.wordpress.com/2010/10/01/talk-to-me-about-web-2-0-moma/

Até a próxima, pessoal!

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