Protagonistas de 2011: Facebook

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Protagonistas de 2011: Facebook

 

Como a maior rede social do mundo dominou 2011

Mark Zuckerberg foi “o cara” de 2010. Em 2011, continuou poderoso. Mas terminou o ano fazendo um mea-culpa: “o Facebook cometeu um monte de erros”, assumiu.

O ano começou com a pergunta: o Facebook vai tomar o lugar do Orkut no Brasil? O Orkut completou sete anos no País, visto pelo Google como “um retrato do Brasil”. Mas permaneceu parado no tempo. “O Orkut perdeu o pé porque sua interface de programação é muito complexa”, criticou Silvio Meira, chefe do C.E.S.A.R.

Nós comparamos as funcionalidades do Orkut e do Facebook em fevereiro.

Mas comparar é difícil. Um dos segredos do sucesso do Face é o feed de notícias, que funciona com um algoritmo avançado para decidir o que é relevante para cada usuário. É isso que faz as pessoas clicarem e clicarem, movimentando os perfis e gastando tempo na rede. E, quanto mais tempo as pessoas passam lá, mais dinheiro entra.

O Facebook passou o ano ficando cada vez mais poderoso. Tão poderoso que o consultor australiano Brett King, autor do livro Bank 2.0, foi longe: “o Facebook tem o potencial de criar um novo sistema econômico”, disse, em entrevista ao Link.

(Vale um parênteses: em agosto, o Facebook ainda não havia passado o Orkut em número de usuários. O Facebook tinha 25 milhões de usuários brasileiros. O Google não divulga resultados por países, mas o Orkut mantém uma página de estatísticas onde diz: 50,6% dos usuários são do Brasil, ou seja, algo em torno de 43 milhões).

O Facebook também foi obrigado a se mexer com a chegada do Google+. Melhorou seu sistema de grupos e incluiu novas funcionalidades, como a função de “assinar” um perfil (para receber atualizações de uma pessoa sem ter de adicioná-la aos amigos).

(clique para ampliar)

A longo do segundo semetre, porém, mais coisas mudaram. Mark Zuckerberg anunciou várias mudanças na plataforma do Facebook durante a F8, conferência para desenvolvedores, em setembro. Bancando um “Steve Jobs de segunda“, como descreveu o editor do Link, Alexandre Matias, Zuckerberg anunciou mudanças visuais e nas configurações de privacidade.

E esse foi o calcanhar-de-Aquiles do Facebook. A rede social teve que responder a uma série de críticas sobre suas políticas obscuras com os usuários. Um hacker australiano chamado Nik Cubrilovic descobriu, por exemplo, que o Facebook rastreia usuários mesmo após o logout. Além disso, um estudante suíço resolveu pedir ao Facebook todos os dados pessoais mantidos em seus servidores. O resultado foram centenas de páginas com todos os rastros dele dentro do Facebook.

Duas mudanças no Facebook evidenciam a maneira como o site lida com privacidade. A primeira foi o ticker, uma barra lateral que mostra tudo o que seus contatos estão fazendo – mesmo a interação deles com outras pessoas, que não são seus amigos. Outra mudança foi a timeline, nova maneira de visualização do perfil que organiza as informações pessoais em ordem cronológica, em uma espécie de mudeu pessoal.

Segundo Kumiko Hidaka, gerente de comunicação global do Facebook, “há tempos as pessoas sentem um forte sentimento de posse em relação a seus perfis. Para muita gente, esse é o lugar na internet onde elas podem falar sobre si mesmas para os outros. Nós quisemos dar aos usuários ainda mais jeitos de expressar quem são e do que gostam”.

A funcionalidade chegou a todos os perfis no final do anoMesma época em que Zuckerberg disse que o Facebook “cometeu um monte de erros”. O mea-culpa, porém, não foi totalmente voluntário. Ele foi obrigado a assinar um acordo com a Federal Trade Comission, agência regulatória de comunicações nos EUA, que acusou o Facebook de mentiroso – ou de não cumprir suas próprias promessas.

O Facebook se comprometeu a adotar uma política mais clara sobre a maneira como lida com os dados dos usuário e a submeter-se a uma auditoria independente pelos próxmos 20 anos. A partir de agora, o Facebook terá de ter a permissão expressa dos usuários antes de fazer qualquer mudança. Há vários pontos no acordo – se o Facebook violá-los, terá de pagar uma multa de US$ 16 mil por dia.

Fonte Estadão

Por Tatiana de Mello Dias

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