Mark Zuckerberg: negócio do Facebook é a mobilidade Mercado reage bem à primeira entrevista do CEO após abertura de capital, em maio: ações da companhia sobem na bolsa

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O mediador Michael Arrington e o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, durante a conferência TechCrunch Disrupt em São Francisco, Califórnia

O mediador Michael Arrington e o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, durante a conferência TechCrunch Disrupt em São Francisco, Califórnia

São Paulo – Quatro meses após conduzir a maior abertura de capital de uma empresa de tecnologia, Mark Zuckerberg, criador e CEO do Facebook, enfim falou. Em entrevista realizada no TechCrunch Disrupt, em São Francisco, na Califórnia, ele admitiu decepção com a queda do valor das ações da companhia na bolsa de valores e, tentando convencer o mercado, disse que o negócio da companhia é a mobilidade. A apariação de Zuckerberg parece ter agradado o mercado. Durante a entrevista, que durou 25 minutos, as ações da empresa na bolsa de valores subiram 4,6%, sendo cotadas a 20,32 dólares.

“O desempenho de nossas ações tem sido obviamente decepcionante”, afirmou Zuckerberg – desde o lançamento, os papéis da companhia perderam mais da metade do valor. Mas o CEO foi rápido ao tentar mostrar o caminho para superar a situação: os dispositivos móveis. “Decepcionamos na Nasdaq, mas já estamos fazendo mais dinheiro a partir de acessos via celular, em comparação com o uso da rede em desktops”, afirmou.

A ênfase de Zuckerberg no segmento móvel tem uma motivação clara. Logo após a abertura do capital da rede, vieram à tona relatórios que apontavam uma mudança no comportamento dos usuários do serviço. Mais da metade dos cadastrados já utilizava o site a partir de dispositivos móveis. O problema é que o Facebook não parecia preparado para a virada. Afinal, seus anúncios mal eram vistos nos aplicativos que rodam em tablets e celulares – e a publicidade, como se sabe, é uma fonte vital de receita do negócio.

“O Facebook é agora uma empresa móvel”, pregou Zuckerberg, acrescentando que todos os esforços dele e de seus colaboradores estão voltados ao segmento. Em outras palavras, a fazer da experiência do usuários (e também do anunciante) uma aventura mais “enriquecedora”. “Eu faço tudo o que preciso usando meu celular”, garantiu. O objetivo, é claro, é convencer investidores e usuários que o serviço está pronto para os novos tempos.

Apesar do declarado empenho em mobilidade, Zuckerberg foi enfático ao negar os boatos de que a empresa trabalhe no desenvolvimento de um smartphone próprio. “Não faz o menor sentido”, disse. E ele explicou o porquê. “Temos mais de 900 milhões de usuários e nosso objetivo é tornar nosso ambiente acessível ao maior número possível de dispositivos de diferentes marcas”, disse. “Com um smartphone próprio, chegaríamos no máximo a 10 milhões ou 15 milhões de pessoas, o que é muito pouco diante do nosso potencial.”

Fonte Exame

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