No final, iPhone 5 não provocou paixões, nem decepções

· PATYMARKETING
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Alguns segundos após o término da conferência em São Francisco, depois de apresentarem ao mundo o novo iPhone 5, novos iPods e iTouch, os fones EarPod e a versão móvel do iOS6 (disponível depois do próximo dia 19), a Apple estampou em seu site internacional: “iPhone 5, a maior coisa que aconteceu com o iPhone desde o iPhone”. Tirando de lado o jogo de palavras – que sempre me seduz – a frase não poderia estar mais correta: o iPhone 5 é a maior coisa que aconteceu com o iPhone desde o iPhone, pelo menos no que diz respeito a tamanho de tela – 4 polegadas, contra os 3.5 adotados desde sempre. Com Retina display, claro.

iPhone 5 preto (Foto: Divulgação)iPhone 5 preto (Foto: Divulgação)

Confesso que passei os olhos nos comentários da coluna anterior, na qual tentava “prever” o que a Apple apresentaria, assim como confessava as minhas expectativas. Muitos disseram que eu estava maluca por ousar afirmar que queria uma tela maior. Eu continuo querendo e, nisso, a Apple não me decepcionou.

Entendam: gosto cada um tem o seu. Eu prefiro aparelhos com telas maiores porque são mais confortáveis para mim, para a minha leitura, minha experiência com os jogos (meu filhote Gui, de 4 anos e meio, também adora) e para mim, mulher, que usa bolsas grandes para levar de tudo.

A questão da experiência explica o fascínio de muitos e é complementada pela questão da competição. Se a Apple apostou na tela maior, fez isso junto com todos os outros players de mercado – Samsung, Motorola, Sony, LG, todo mundo lançando smartphones com telas maiores de 4.5 polegadas, que bem poderiam ser encaixados na categoria Foblet. Mas o mercado sempre foi assim. Sempre passou por momentos e tendências surgem e somem. Eu me lembro muito bem quanto a guerra era pelo menor aparelho. Mas com a chegada dos aplicativos, quanto mais tela – e teclado virtual –, mais “real” será a experiência.

Bem… a Apple apostou na tela maior, que cabe uma linha a mais de apps (atualmente são quatro, passaram a ser cinco). Enquanto todos os aplicativos não estiverem otimizados para a nova versão do iOS, eles aparecerão no centro da tela, com uma pequena margem escura, sem grandes problemas. Para quem agrupa os apps em pastas (eu faço isso), a tal linha a mais pode não ser nada. Mas dei uma boa olhada nas fotos e gostei da ideia de uma tela com mais apps na primeira “página”.

iPhone 5 é ainda mais fino que o iPhone 4S (Foto: Reprodução/Engadget)iPhone 5 é ainda mais fino que o iPhone 4S (Foto: Reprodução/Engadget)

Enquanto a tela “cresce”, o aparelho fica mais fino, com 7.6mm. A Apple diz que ele é “o mais fino do mercado”, apesar disso não ser verdade. Confesso que esperava um aparelho ainda mais fino, algo como uma folha de papel, como já vimos em protótipos no YouTube.

Fiquei decepcionada com a falta do NFC (Near Field Communication). Volto a dizer: pode ser que nem tão cedo ele seja adotado aqui como é na Ásia e na Europa, mas adoraria poder pagar as coisas com o celular. E, sim: eu ando de metrô mesmo podendo me dar ao luxo de comprar um iPhone a cada dois anos (e pagá-los em dez vezes sem juros “no carnê”). Quanto ao pedágio, adoraria me livrar de mais uma concessionária e de mais um boleto e queria trazer tudo para a “carteira”, dentro do iPhone. Acho que isso explica. A questão é que o NFC pode ser usado para muito mais coisa do que apenas “pagar o pedágio e o metrô”, mas precisaremos de uma outra coluna para explicar isso.

A câmera foi uma “surpresa esperada”. A gente sabia que ela não teria menos de 8 megapixels e a Apple teria feito mais bonito se tivesse aumentado um pouco mais isso, mas foi anunciado que ela é capaz de produzir imagens panorâmicas em até 28 megapixels, grava em HD, tem flash LED, detector de faces, e tudo que todo smartphone com câmera tem. Mas gostei das melhorias no Facetime (agora em câmera de 1.2MP para foto e em vídeo HD) e, Ó CÉUS, ele passa a funcionar em Wi-Fi e em redes de telefonia celular (OBA!) Eu não o usava muito e agora posso vir a me animar.

Quanto à velocidade do processador dual-core Apple A6, bem, só testando. Diz a Apple que a velocidade dobra. Vamos ter de descobrir quando ele chegar no Brasil, o que deve acontecer lá para o final de novembro, infelizmente. Os preços não estão mais altos que os de costume. Lá fora, subsidiados por operadoras, o iPhone custará US$ 199 em 16GB; US$ 299 pelo de 32GB e US$ 399 pelo de 64GB. Pra gente aqui no Brasil ele não chegará por menos de R$ 2 mil. Um absurdo, como sempre!

iPod nano virá em 7 cores (Foto: Reprodução / The Verge)iPod nano virá em 7 cores (Foto: Reprodução / The Verge)

Outro detalhe importante do iPhone que pode trazer problemas: ele adota, a partir de agora, um nanoSIM, menor que o microSIM (do qual muita gente usa “cortando” o chip comum). Ainda não se sabe se haverá adaptadores. Eu, por exemplo, uso um quando pego o microSIM e passo pros outros aparelhos. Da mesma forma, a Apple lançou um novo padrão de conector do qual batizou de “Lightining”, com 8 pinos em vez de 30. O tamanho é muito menor, mas a Apple oferecerá (ainda não sei se de graça) adaptadores para que a gente não sofra horrores e não tenha que levar carregadores de tudo quanto é aparelho. Padronizar nem pensar, né? Mais caixa preta, impossível!

Também adorei o novo Nano com tela multitouching de 2.5 polegadas e botão Home. E cá entre nós: o Nano trouxe mais novidades que o iPhone, e agora parece uma versão fina do telefone, sem poder fazer ligações. Tem Bluetooth e usa o mesmo conector Lightining. E o iTouch em cores?! Agora, também, todo mundo tem rádio FM (algumas gerações atrás o rádio chegou aos iPods, mas eu fiquei ainda na linha Red, by Bono Vox, e não troco meu vermelhinho por nada). O Nano tem 5.4mm de espessura – uma diminuição de simplesmente 38% em relação ao modelo anterior. Já o Touch chega a sua quinta versão com tela igual ao do iPhone 5, bem mais leve e fino. O aparelho ganha versões coloridas, câmera frontal e Siri. Por falar em Siri, ainda há muito o que falar sobre software. Mas vai ter de ficar para a próxima…

Amigos, é tanta coisa pra comentar que teremos que escrever uma coluna a mais. Mas o que mais vocês gostariam de comentar? Estou animada. Não fiquei apaixonada pelo iPhone 5, mas sim, empolgada. Ainda assim, continuarei batendo o pé que a concorrência por aí está fazendo melhor. Precisamos é esquecer nossos preconceitos e vícios. Mas lutar contra a paixão é difícil, né?

Techtudo

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