Por que a Apple errou

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Novo aplicativo de mapas da Apple talvez seja o primeiro sintoma visível da ausência de Steve JobsAo contrário do que muitos podem supor, a Apple erra. E já errou em várias ocasiões, como na conturbada oferta do serviço Mobile Me, ou – num passado mais distante – quando demorou a resolver os recorrentes problemas de superaquecimento do G5, que havia sido lançado como uma máquina fora de série, mas que trazia esse e outros problemas. Pois bem, agora, a Apple definitivamente errou novamente. O novo aplicativo de mapas que substituiu o Google Maps é muito mais limitado, e oferece uma experiência infinitamente mais pobre aos usuários. Especialmente para aqueles que estão fora dos EUA.

Para nós, usuários brasileiros, o novo aplicativo da Apple deixou de fora a possíbilidade de tentar fugir dos congestionamentos nas grandes cidades. Para quem já estava acostumado a conferir essa informação antes de sair de casa, nada feito. E não há previsão de quando o recurso será incorporado. Adeus também ao Street View, recurso do Google que funcionava incrivelmente bem na plataforma da Apple. Finalmente, a busca do novo sistema de mapas é muito mais fraca que a do anterior (que se beneficiava da força do Google no assunto).

As razões

Muitos podem se perguntar: a Apple errou porque achou que conseguiria oferecer um produto equivalente ao do Google? Foi um erro originado da presunção? No mundo dos negócios, as respostas nunca são tão simples. O erro da Apple teve raízes financeiras e estratégicas. Há anos os dispositivos Android ofereciam um recurso que os iPhones e iPads não traziam: um navegador GPS integrado e nativo, capaz de orientar pedestres e motoristas com mensagens de voz. No mundo Apple, ter o mesmo recurso só mesmo com a compra de aplicativos de terceiros. Há tempos a Apple negociava com o Google a atualização do Maps para o iOS, incorporando a orientação por voz. Mas, evidentemente, ao Google interessava manter essa vantagem competitiva para o mundo Android.

A perda de rumo

O desfecho da história prejudicou os usuários. A Apple deixou de pagar royalties ao Google e adotou uma solução de mapas própria. Mas, trata-se de uma solução evidentemente inacabada e inferior. Quando muitos se perguntam sobre o impacto do desaparecimento de Steve Jobs na condução da empresa, talvez esse seja um ponto de interrogação que fica no ar: estivesse ele no leme da empresa, ele admitiria que os usuários do iOS passassem a ter uma experiência de uso pior por conta de uma disputa empresarial? Ou ele usaria de todo o carisma, do poder de convencimento e do dinheiro (a Apple tem toneladas de dólares) para evitar que os usuários saíssem perdendo?

 

Post publicado em 20 de Setembro de 2012 | 18:06h Olhar Digital

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