4G ou Brasil, um país de tolos?

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4G ou Brasil, um país de tolos?
Por que somos sempre cidadãos digitais de segunda classe, ainda que paguemos mais que boa parte do mundo?
O leilão do 4G foi uma festa. As operadoras – montadas na dinheirama que depositamos em seus cofres todos os meses – fizeram ofertas bilionárias pelas frequências. A Anatel embolsou tudo – e o mais provável é que vejamos esse dinheiro (ou não vejamos) ir cachoeira (ops!) abaixo. O que a Anatel fará com tudo isso? Fiscalizar não deve ser…, já que praticamente nada funciona direito por aqui, quando se trata de telecomunicações. Para onde vão os vários bilhões? É pergunta que astrofísicos talvez tenham dificuldade de responder.

Mas, ainda bem que temos o setor privado, que funciona… Talvez em outro país. Num dos comentários postados no Olhar Digital, leio a sabedoria de que com a chegada do 4G, talvez tenhamos um 3G que funcione. E aí cabe a pergunta: por que temos de ser tratados como bobos digitais? As operadoras alegam que nosso mercado (apesar de ser um dos maiores do mundo) não é maduro. Com isso, elas querem dizer: “tem muita linha pré-paga no Brasil. E essas linhas têm baixa margem de lucro. Por isso, temos que cobrar mais de quem tem linha pós-paga.”

Ok. Mas…, então temos um problema justificando duas respostas. Explico.

Pelo raciocínio das operadoras, como temos muitas linhas pré-pagas, quem tem linha pós-paga arca com boa parte do ônus de manter o sistema funcionando, bancando uma das tarifas mais altas do mundo (e ainda tem o governo, com um dos impostos mais altos do mundo). Novamente, ok. Nós, brasileiros, parecemos já estar conformados com essa combinação de impostos exorbitantes e iniciativa privada acomodada em cachoeiras. Mas, se a baixa rentabilidade das linhas pré-pagas é compensada pelas contas altíssimas das linhas pós-pagas, por que, ainda assim, temos um serviço de quinta categoria, com preços muito acima dos prestados em mercados do chamado primeiro mundo? Fica a pergunta.

Para completar, os presidentes da Claro e da Vivo vêm a público dizer que o serviço 4G, no início (só nos primeiros 3 anos, pela tradição brasileira…), será para quem tem dinheiro. Ou seja, eles estão avisando: prepare o bolso, vamos entrar mais fundo nele. Mas, tudo bem. Podemos ter certeza de que, como disse o internauta do Olhar Digital: pagaremos muito, muito mais que outros povos (norte-americanos, europeus, asiáticos). Mas também podemos estar certos de que, na era do 4G, talvez tenhamos velocidades parecidas com as do 3G de verdade. Tudo com a mais perfeita fiscalização da Anatel. Finalmente! Para fechar a reflexão só faltou o slogan do governo federal: Brasil, um país de…

 Olhar Digital

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