Você é um workaholic?

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Você é workaholic?
FOTO: Reprodução

Reportagem da Folha de São Paulo desta semana fala sobre os viciados em trabalho e os testes/pesquisas recentes desenvolvidos para atestar o grau de dependência que os profissionais podem ter do trabalho. Pela minha experiência, estudo, observação e projetos relacionados ao tema, acredito ser muito fácil perceber se somos workaholics ou não. A seguir, algumas perguntas básicas para você chegar às suas conclusões.

Você é viciado em trabalho? Quantas horas por dia, em média, passa no escritório? Além de ali passar a maior parte do dia, você trabalha à noite em casa? Volta e meia fica até mais tarde, fazendo um serão depois que quase todo mundo já foi embora da empresa? Tem o hábito de acessar direto os e-mails no seu smartphone? Usa um pedaço do final de semana (ou boa parte) para tentar colocar em dia suas pendências?
Quando foi a última vez que leu um bom livro, não relacionado ao trabalho? Aliás, você tem tempo para ler livros ou fica somente nas revistas semanais ou quinzenais, jornais diários e internet para se atualizar? Sua leitura de cabeceira é composta de relatórios setoriais, livros de autoajuda ou biografias de grandes executivos, que você mal lê 3 páginas toda noite e já está caindo de sono?
Quando chega em casa do trabalho, você tem dificuldade em prestar atenção aos assuntos familiares? Você consegue conversar, de forma presente e real, com sua mulher/marido/companheiro/companheira no final do dia? Ou só chegam os seus restos, que mal e mal conseguem ouvir e trocar ideias sobre outros assuntos fora do trabalho? Quando está em casa, você fica pensando nos projetos do escritório? Sem perceber, você criou o hábito de sacar o smartphone para dar aquela olhadinha e checar se entrou alguma mensagem importante?
Seus filhos te vêem mais tempo olhando para a tela do seu notebook ou telefone, em casa, do que conversando, brincando ou interagindo com eles?
Você tem muito sono durante o dia porque trabalhou até tarde na véspera e toma café para ser mais produtivo e ficar mais alerta? Tem que cuidar para não tomar café demais por conta de seu estômago ou porque senão não consegue dormir?
Quando senta para comer, você devora o que está na frente e depois quase passa mal pelo exagero? Tem o hábito de comer enquanto olha para o celular, ou lê alguma coisa relacionada ao escritório? Chega a descontar o excesso de trabalho com excessos na mesa? Pensa que merece se tratar bem na linha do “pelo menos comer bem eu mereço”?
Você bebe para relaxar depois de um dia pesado de trabalho? Com que frequência? Precisa de uma dose para conseguir abaixar o giro e desligar um pouco? Volta e meia sai para beber com o pessoal do escritório, chega a passar da conta, e quando não passa, fica falando sobre as fofocas da empresa?
Faz quanto tempo que você não aparece na academia, não dá uma corrida no parque ou sai para uma caminhada? Você tenta compensar isso no final de semana, indo uma ou duas vezes e exagerando na dose para repor a ausência da semana?
Quando pensa nos assuntos do trabalho, você sente ansiedade? Nervosismo? Angústia? E toma algum remédio para ajudar a lidar com isso? Toma remédio para dormir? Toma alguma coisa para aumento de produtividade? Alguma coisa tarja preta?
Você tem um hobby? Algo que seja só seu, para ajudar a relaxar, a desligar, a mudar o canal cerebral relacionado ao trabalho? Quando foi a última vez que conseguiu se dedicar com calma ao seu hobby?
Você é escravo da sua agenda, refém absoluto da falta de tempo, vítima e algoz ao mesmo tempo de sua dedicação extrema à sua carreira?
Você se desconhece em algumas de suas reações? Trata mal quem não deveria e depois se arrepende? Tem tudo o pavio mais curto com frequência? Se irrita com facilidade, inclusive levando esse comportamento para casa?
Você tem tido poucos momentos românticos com seu parceiro ou parceira? Tem transado pouco? Tem tipo pouco tempo ou quase nenhuma vontade?
Você se destempera no trânsito? Tenta ler o jornal enquanto espera no engarramento? Checa mensagens enquanto dirige? Faz ligações durante o deslocamento para adiantar a agenda e as pendências?
Você viaja uma vez por semana ou mais? Conhece decor a localização de todos os portões no aeroporto? Já foi reconhecido por aeromoças ou pessoal de check-in? Tem excesso de milhas no programa de fidelidade?
Você se lembra da última vez que parou para ficar em silêncio, acordado? Para rezar, meditar ou simplesmente contemplar? Você tem olhado para dentro de si, para suas escolhas, para a vida que escolheu levar, para o piloto automático que criou e engatou em sua vida e carreira?
E então, você é um workaholic?
Tão importante quanto concluir que sim é procurar entender porque deve mudar, o que pode mudar e como/por onde começar a fazer isso.
Se quiser, compartilhe comigo sua história ou testemunhal: andre@proposito.com.br.
Por André Caldeira, Diretor da Proposito. Publicado originalmente na Exame. / AdNews

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